Embora o Centro-Oeste, principal produtor de carne e grãos do país, esteja mais próximo dos portos do Arco Norte a maior parte da produção de grãos da região seguem para os portos do Sul e Sudeste chegando a percorrer mais de 2.000 km.

De acordo com estudo realizado pela Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), mais de 80% da produção de soja e milho seguem para os portos do Sul e Sudeste. Além disso, atualmente, 61% da produção de grãos do Brasil é transportada por rodovias. 
No pico da safra, faltam caminhões, motoristas, estradas e armazéns. Os fretes custam até cinco vezes mais que nos Estados Unidos ou Argentina. Segundo o presidente da Aprosoja Brasil, Almir Dalpasquale, enquanto na Argentina e nos Estados Unidos o custo do frete sai a US$ 20 e US$ 23 por tonelada, no Brasil custa US$ 100.

“Se tivéssemos estradas que permitissem o escoamento da produção pelos portos do Arco Norte, a economia no frete poderia chegar a 30%. Agora imagine se tivéssemos uma matriz de transporte mais adequada, poderíamos estar deixando de perder mais de US$ 50 por tonelada de soja, ou US$ 2 bilhões de dólares, se consideramos só as exportações de 40 milhões, de acordo com o 9º Levantamento de Safra da Conab”, afirma o presidente da Aprosoja.

Japão pode investir na logística brasileira –
No início deste mês uma reunião com investidores japoneses, em Brasília, abriu caminho para o setor discutir as oportunidades de parceria entre os países. O ministro da Agricultura, Neri Geller e o secretário de Política Agrícola, Seneri Paludo, mostraram que há uma oportunidade concreta de investimentos de empresários japoneses em infraestrutura e logística no Brasil.

Durante o encontro teria sido traçado um panorama dos gargalos da logística no país, que afetam e limitam diretamente o faturamento do agronegócio brasileiro, principalmente, dos produtores de grãos do Centro-Oeste.

Um grupo de trabalho foi criado para discutir as possibilidades de contratos, sempre com o objetivo final de melhorar o escoamento da safra de grãos do país. Com mais uma safra recorde em vista, a necessidade de investimentos é urgente.

FONTE: AFNEWS 24/7